Rebelde

REBELDE
(André L. Soares)
.
Teus mistérios me devoram
e me transformam em compulsivo curioso;
homem em fogo a desejar-te todo tempo,
espantado com a cor do teu fascínio;...
mas sob teu domínio
meu amor é furiosa tempestade.
.
Liberdade é tolice que abdico,
quero ser, por livre-arbítrio,
tua propriedade,... teu escravo.
Vem satisfazer-se plena em mim,
mas não conta sempre assim
com essa leal passividade.
Sou mesmo de veneta
vez ou outra, sou rebelde amotinado.
Tendo rabiscado cicatrizes na tua pele,
deixarei mordidas em tua carne.
.
Invertido assim o jogo de cartas marcadas
entre a casa grande e a senzala,
se à luz do dia, tu mulher és minha dona,
quando, enfim, a noite acalma
sou eu o amo de teu corpo,
tu és minha mucama...
servil, apaixonada.
.
.
O poema acima é de autoria de André L. Soares, que gentilmente permitiu seu uso. Lei Federal n. 9.610/98 – Respeitem os direitos autorais.

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